"Quanto custa um site?" é uma pergunta parecida com "quanto custa um carro". A faixa vai de algumas centenas a centenas de milhares de reais, e a diferença não é margem do fornecedor: é escopo, profundidade e o que acontece depois da entrega. O problema prático é que as propostas raramente explicitam essas diferenças, e o cliente acaba comparando números que representam trabalhos incomparáveis. Este artigo explica o que compõe o preço, por que a mesma descrição gera orçamentos tão distintos e como comparar propostas de forma justa.
O que efetivamente compõe o preço
Um orçamento de site sério cobre etapas que não aparecem na tela:
- Entendimento e planejamento — briefing, definição de objetivo, arquitetura de informação
- Design — direção visual, layout de cada tipo de página, versões para celular
- Conteúdo — redação dos textos. Frequentemente é o item que atrasa o projeto quando fica com o cliente.
- Desenvolvimento — construção das páginas, responsividade, formulários, integrações
- SEO técnico — estrutura, metadados, dados estruturados, sitemap
- Performance e acessibilidade — otimização de imagens, contraste, navegação por teclado
- Medição — analytics, eventos de conversão, integração com CRM
- Testes e publicação — verificação em navegadores e aparelhos, configuração de domínio e certificado
Propostas muito baratas normalmente cortam planejamento, conteúdo, SEO técnico e medição. O site sai no ar e não cumpre função comercial.
O que faz o preço variar tanto
Quantidade e tipo de página
Uma página única custa uma fração de um site com quinze páginas distintas. Mas o que pesa não é o número: é quantos modelos diferentes precisam ser desenhados. Dez páginas de serviço com o mesmo modelo custam bem menos que cinco páginas com layouts distintos.
Conteúdo por conta de quem
Redação profissional de textos institucionais e de serviço representa uma parte relevante do custo. Quando o cliente fornece, o preço cai — e o prazo costuma aumentar.
Integrações
Formulário que envia e-mail é simples. Formulário que cria registro no CRM, dispara notificação no WhatsApp e alimenta uma planilha exige desenvolvimento e testes.
Nível de personalização visual
Adaptar um tema pronto, construir sobre um sistema de design existente ou criar uma identidade visual do zero são três esforços muito diferentes.
Prazo
Urgência custa. Comprimir um cronograma exige alocar mais gente em paralelo.
Os modelos de contratação
- Projeto fechado — escopo definido, valor fixo, prazo determinado. Previsível, exige escopo bem detalhado e trata mudanças como aditivo.
- Assinatura mensal — o site é entregue e mantido por mensalidade, sem investimento inicial alto. Faz sentido para quem precisa preservar caixa e quer manutenção contínua incluída.
- Por hora ou por sprint — usado quando o escopo é incerto ou evolui. Exige acompanhamento próximo.
Nenhum é superior; eles atendem situações diferentes. O erro é contratar projeto fechado com escopo vago, o que gera atrito garantido na primeira mudança de ideia.
Referências de preço na 48 Web
Para dar uma referência concreta, estes são os três patamares que a 48 Web pratica hoje. São preços da 48 Web, não uma tabela do mercado: outros fornecedores cobram valores diferentes por escopos parecidos, e o que vale comparar é o que cada valor inclui.
- Site599: R$ 599 em pagamento único. Site de uma página para pequenos negócios locais, com domínio .com.br e hospedagem do primeiro ano inclusos, botão de WhatsApp, Google Analytics e Meta Pixel. A partir do segundo ano, domínio e hospedagem custam R$ 199 por ano. Detalhes na página do Site599.
- Site por assinatura: R$ 99, R$ 149 ou R$ 249 por mês. O valor depende do plano: uma página (Essencial), até 5 páginas (Profissional) ou até 10 páginas (Performance). Hospedagem, SSL e suporte técnico estão inclusos na mensalidade, e o registro do domínio é tratado à parte. As condições comerciais estão na página do site por assinatura.
- Projeto sob medida: orçamento conforme o escopo. Para sites com vários modelos de página, redação, integrações ou identidade visual nova, o valor depende dos fatores descritos acima. Veja como funciona o desenvolvimento de sites sob medida.
Os três não competem entre si: atendem objetivos diferentes, e a comparação lado a lado das três opções mostra o que muda entre eles, item a item. A distância entre um site de uma página e um projeto com vários modelos, conteúdo e integrações é justamente a diferença de escopo discutida neste artigo. Para entender quando a mensalidade compensa, leia se o site por assinatura vale a pena.
Os custos que vêm depois da entrega
É a parte mais esquecida no orçamento e a que gera surpresa.
- Hospedagem — recorrente, varia conforme tráfego e requisitos
- Domínio — renovação anual
- Certificado de segurança — muitas vezes incluído, nem sempre
- Manutenção técnica — atualizações, correções de segurança, monitoramento
- Alterações de conteúdo — se o site não tiver painel, cada mudança depende do fornecedor
- Evolução — páginas novas, campanhas, ajustes conforme o negócio muda
Um site sem previsão de manutenção envelhece rápido e vira risco de segurança. Vale perguntar isso em toda proposta e entender o que a hospedagem e a manutenção realmente incluem.
Como comparar propostas de forma justa
Peça que toda proposta responda às mesmas perguntas. Para avaliar o fornecedor além do preço, veja também como escolher uma empresa de criação de sites.
- Quantos modelos de página estão inclusos e quais?
- Quem escreve os textos?
- O SEO técnico está incluso? O que exatamente?
- Quais integrações e como serão testadas?
- Como fica a medição — analytics e eventos de conversão?
- Vou conseguir editar conteúdo sozinho? Quais partes?
- O que acontece depois da entrega — quanto tempo de suporte, e depois?
- Quantas rodadas de ajuste estão previstas?
- O código e os arquivos ficam com quem?
Esta última merece atenção: em alguns modelos o cliente descobre tarde que não tem acesso ao próprio site e fica preso ao fornecedor. A mesma questão de portabilidade aparece na escolha entre site próprio ou plataforma pronta.
Três propostas com diferença grande de valor. A mais barata previa cinco páginas com tema pronto, sem redação e sem medição. A intermediária incluía conteúdo, SEO técnico e integração com o CRM. A mais cara adicionava identidade visual nova e catálogo com filtros. Não eram o mesmo trabalho com preços diferentes: eram três projetos distintos.
Conclusão
O preço de um site é consequência do escopo, e escopo mal definido é a causa da maior parte das frustrações — de ambos os lados. Antes de pedir orçamento, defina o objetivo comercial do site, quantos tipos de página você precisa, quem escreve o conteúdo e o que precisa estar integrado.
Com isso escrito, as propostas ficam comparáveis. Sem isso, você estará comparando números que representam trabalhos diferentes — e a mais barata vai parecer a melhor até a entrega.
Perguntas frequentes
Não necessariamente. Para uma empresa que precisa apenas de presença institucional simples e encontrável, uma solução enxuta pode resolver bem. O problema é contratar barato esperando resultado de projeto completo: sem planejamento, conteúdo e medição, o site existe mas não gera negócio. O critério é a compatibilidade entre o que se contrata e o que se espera. É a proposta do Site599 da 48 Web: um site de uma página por R$ 599, para pequenos negócios locais que precisam de presença simples, sem a pretensão de substituir um projeto completo.
Para validar uma ideia ou para negócios muito pequenos com pouca exigência, funciona. As limitações aparecem em performance, controle de SEO técnico, integrações e personalização. Muitas empresas começam assim e migram quando o site precisa sustentar geração de demanda de verdade — e a migração tem custo.
Um site institucional de escopo médio costuma levar de algumas semanas a poucos meses, e o que mais atrasa não é desenvolvimento: é conteúdo e aprovação. Projetos em que o cliente ficou de enviar textos e fotos são os que mais estouram prazo. Definir antes quem escreve o quê e até quando é o que mantém o cronograma.