Escolher quem vai fazer o site da empresa parece uma decisão de preço, mas a maior parte das frustrações não vem do valor pago: vem de não saber quem executa, do que estava ou não incluso e de quem fica com o domínio e os acessos depois. Este guia reúne o que verificar antes de contratar — vale para freelancer, agência ou empresa de tecnologia, em Curitiba ou em qualquer cidade.
Comece pelo que o site precisa fazer
O tipo de fornecedor certo depende do papel do site. Antes de pedir orçamento, responda por escrito: o site existe para quê? Para quem? O que a pessoa deve fazer depois de ler?
- Presença simples e encontrável — um profissional ou pequeno negócio que precisa aparecer no Google, mostrar serviços e receber contato pelo WhatsApp. Aqui, um site de uma página bem feito costuma resolver, e o critério principal é custo, prazo e qualidade técnica.
- Site institucional com várias páginas — empresa com mais de um serviço, que precisa de uma página por serviço, conteúdo e alguma manutenção ao longo do tempo.
- Site como parte do processo comercial — empresa B2B em que o site sustenta uma decisão longa, com integração a CRM, medição de conversões e conteúdo contínuo.
Cada perfil pede um fornecedor diferente. Contratar um projeto completo para resolver presença simples é desperdício; contratar a solução mais barata esperando resultado de projeto completo é frustração garantida. O artigo sobre site próprio ou plataforma pronta ajuda a decidir se você precisa mesmo contratar alguém.
Quem está do outro lado
Parece óbvio, mas é o ponto mais ignorado. Verifique:
- A empresa existe onde diz existir? Buscas como “criação de sites” seguidas do nome da cidade trazem muitas páginas montadas a partir de um modelo, em que só o nome do município muda — algumas de empresas sediadas em outros estados. Atendimento remoto funciona bem; o problema é quando a página sugere uma presença local que não existe. Confira endereço, telefone e CNPJ.
- Quem vai executar? Pergunte quem desenha, quem desenvolve e com quem você vai falar durante o projeto. Em fornecedores que repassam o trabalho, o vendedor some depois da assinatura.
- Há quanto tempo e com que tipo de cliente? Não precisa ser uma empresa grande, mas precisa ter feito sites parecidos com o seu.
Como avaliar o portfólio
Imagem bonita em apresentação não prova nada. Peça endereços de sites que estão no ar e teste você mesmo:
- Abra no celular, que é onde a maior parte das visitas acontece. O texto é legível sem zoom? O botão de contato aparece sem procurar?
- Rode o endereço no PageSpeed Insights, a ferramenta gratuita do Google. Não precisa entender cada número: veja se o resultado para celular é razoável e se a página não demora a mostrar o conteúdo principal.
- Clique no WhatsApp e no formulário. Funcionam? A mensagem chega pronta?
- Veja se os sites ainda estão no ar e atualizados. Portfólio com metade dos endereços fora do ar diz algo sobre a manutenção.
O artigo site lento perde cliente explica como interpretar a velocidade sem se perder nas métricas.
O processo de trabalho
Bons fornecedores conseguem descrever o processo antes de começar. Pergunte:
- O que preciso entregar, e até quando? Textos, fotos, logotipo, lista de serviços.
- Quem escreve os textos? Se for você, haverá orientação?
- Vou ver uma prévia antes da publicação? Quantas rodadas de ajuste estão previstas?
- O escopo vai por escrito, com o que está e o que não está incluso?
Na prática, o que mais atrasa um site não é o desenvolvimento: é conteúdo e aprovação. Um fornecedor que deixa claro o que depende de você está protegendo o prazo dos dois lados. Para comparar propostas item a item, use as perguntas do artigo quanto custa um site profissional.
Domínio, contas e arquivos
É aqui que muita empresa descobre tarde que não controla o próprio site. Antes de fechar, pergunte em nome de quem ficam:
- O domínio — o endereço .com.br é registrado no Registro.br. O ideal é que o titular seja a sua empresa, com o fornecedor como contato técnico, se necessário.
- As contas do Google — Google Analytics, Search Console e Perfil da Empresa no Google. Devem pertencer à sua empresa, com acesso concedido a quem presta o serviço.
- Os arquivos e a hospedagem — o que acontece se o contrato terminar? Você recebe os arquivos, migra o site ou começa do zero?
Não existe resposta única certa para o último item: em modelos por assinatura, por exemplo, a hospedagem e a manutenção fazem parte do serviço. O importante é saber a resposta antes de assinar. O artigo hospedagem e manutenção de site detalha os custos que vêm depois.
O que “SEO incluso” deveria significar
Quase toda proposta diz que o site sai “otimizado para o Google”. Peça para detalhar. No mínimo, o site deveria sair com:
- título e descrição próprios em cada página;
- um assunto principal por página, com um título principal (H1) claro;
- endereço das páginas legível, em português;
- dados estruturados com o nome da empresa, contato e região atendida;
- sitemap e cadastro no Search Console;
- carregamento rápido no celular.
Isso é a base técnica. Ela faz o buscador entender o negócio, mas não garante posição — posição depende da concorrência de cada busca e de trabalho contínuo. Desconfie de quem promete primeira página em prazo fixo. O checklist de SEO técnico mostra como conferir esses itens depois da entrega.
Depois da entrega
O site é publicado e começa a envelhecer no mesmo dia. Combine antes:
- Quanto custa a renovação de domínio e hospedagem, e quem cuida dela?
- Se eu precisar trocar um telefone ou um preço, faço sozinho ou peço ao fornecedor? Quanto custa?
- Há suporte se algo quebrar? Por quanto tempo?
A clínica contratou o orçamento mais baixo. O site ficou bonito, mas o domínio foi registrado em nome do fornecedor, o Google Analytics também, e cada troca de preço custava um chamado. Dois anos depois, ao mudar de fornecedor, a clínica precisou de um domínio novo e perdeu o histórico de visitas. Nenhum desses pontos estava na proposta — e todos poderiam ter sido perguntados antes.
Sinais de alerta
- Promessa de posição garantida no Google.
- Proposta sem lista de páginas, sem definição de quem escreve e sem número de ajustes.
- Domínio e contas do Google em nome do fornecedor, sem acesso para você.
- Portfólio sem endereços que você possa abrir.
- Preço que não diz o que acontece depois do primeiro ano.
Conclusão
Escolher bem é menos sobre encontrar o fornecedor perfeito e mais sobre fazer as perguntas certas antes de assinar: o que o site precisa fazer, quem executa, o que está incluso, em nome de quem ficam os acessos e o que acontece depois da entrega.
Na 48 Web, os preços e o escopo de cada formato estão publicados: o Site599, de uma página, o site por assinatura e o projeto sob medida. A página de criação de sites em Curitiba compara as três opções lado a lado.
Perguntas Frequentes
Depende do tamanho do projeto e de quanto você precisa de continuidade. Um bom freelancer resolve bem um site simples. Para sites com várias páginas, integrações ou manutenção contínua, uma empresa reduz o risco de o projeto parar se uma pessoa ficar indisponível. Em qualquer caso, as perguntas sobre escopo, acessos e pós-entrega são as mesmas.
Sim, desde que isso seja dito com clareza. Criação de site funciona bem com atendimento remoto. O que importa é saber com quem você está falando e como o trabalho vai acontecer. O problema não é a distância: é a página que sugere uma presença local que a empresa não tem.
Abra no celular e no computador, teste todos os botões de contato, rode o endereço no PageSpeed Insights e confira se o site foi cadastrado no Search Console da sua empresa. Peça também a lista do que foi configurado: títulos, descrições, dados estruturados e medição.